Dicas para não cair em golpes pelo whatsapp ou por sms

Dicas para não cair em golpes pelo whatsapp ou por sms - Verifique se há erros de português - Desconfie de promessas mirabolantes - Não compartilhe senhas, dados pessoais e financeiros. - Duvide dos cupons promocionais - Não clique em links desconhecidos. Fonte da matéria: Conselho Nacional da Justiça #sinhoresprudente #sindicato #sindicalismo #afsys_sindical #informação #empresas #sejasocio #cnc
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CNC reduz para 6,9% projeção de queda no varejo em 2020 após novo avanço em junho

A Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) revisou de 9,2% para 6,9% a previsão de retração no volume das vendas no varejo ampliado, em 2020. No varejo restrito – que exclui os ramos automotivo e de materiais de construção –, a projeção de queda também diminuiu, passando de 6,3% para 4,7%. As estimativas têm como base os dados positivos da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de junho, divulgada nesta quarta-feira (12/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A menor adesão ao isolamento social, que levou a uma maior circulação de consumidores no comércio, tem sido um dos principais fatores para a recuperação gradual do setor, a partir de maio. De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, outro ponto positivo nesse processo de retomada da economia são os programas adotados pelo governo, como o auxílio emergencial. “O coronavoucher ajudou a recompor, ainda que parcialmente, a capacidade de consumo da população, comprometida pela queda de rendimentos, em decorrência do agravamento da crise no mercado de trabalho”, afirma Tadros, ressaltando que “a extensão do benefício, nos moldes atuais, até dezembro também poderá acelerar o processo de recuperação das vendas”.

De acordo com a PMC, o volume de vendas no varejo avançou 8%, em relação a maio. “Com o crescimento do segmento de hiper e supermercados ao longo dos últimos meses, na média, o volume de receitas do varejo já retornou ao nível pré-pandemia”, indica o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes. No conceito ampliado, houve evolução ainda maior (+12,6%). Contudo, apesar do crescimento, o volume de vendas dos 10 segmentos do varejo ampliado se encontra 4,5% abaixo da média verificada no início do ano.

Embora praticamente todos os ramos de atividade tenham registrado crescimento das vendas na passagem de maio para junho, na comparação com o período anterior à covid-19, a maioria dos segmentos ainda acumula perdas, destacando-se vestuário e calçados (-45%) e livrarias e papelarias (-43%). Por outro lado, ramos impactados pela mudança do hábito de consumo da população ou aqueles autorizados a funcionar ao longo da pandemia apresentam nível maior de faturamento, em comparação com os resultados registrados antes do surto da doença: hiper e super e minimercados (+11%), móveis e eletrodomésticos (+14%) e lojas de materiais de construção (+16%).

Prejuízos diminuem

De acordo com cálculos da CNC, entre o início da pandemia do novo coronavírus, em março, e julho, os prejuízos do comércio com a crise alcançaram R$ 286,4 bilhões. Porém, desde o pico, em abril (R$ 77,4 bilhões), o setor tem apresentado perdas menos intensas. Os prejuízos de julho, por exemplo, somam quase R$ 10 bilhões a menos do que o volume registrado em junho (R$ 45,6 bilhões contra R$ 54,6 bilhões). Segundo Fabio Bentes, um dos fatores que explicam a evolução verificada a partir de maio é a intensificação de ações de venda via e-commerce: “A quantidade de pedidos no comércio eletrônico aumentou gradativamente ao longo da pandemia, chegando a alcançar 142% de crescimento em junho, em comparação com o mesmo mês do ano passado”.

Confira a análise completa da Divisão Econômica da CNC

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Turismo perdeu R$ 14 bilhões com crise do coronavírus, somente em março

Um dos mais afetados pela pandemia de coronavírus, o setor de turismo perdeu R$ 11,96 bilhões em volume de receitas somente na segunda quinzena de março, segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) – uma queda de 84% no faturamento em relação ao mesmo período de 2019. Somado ao prejuízo de R$ 2,2 bilhões na primeira metade de março, divulgado pela CNC no mês passado, o setor já perdeu mais de R$ 14 bilhões desde o início da crise. Os prejuízos já sofridos pelo setor têm potencial de reduzir 295 mil empregos formais em apenas três meses.

Ao longo de março, a intensificação de medidas visando a redução do ritmo de expansão da covid-19, como o isolamento social e o fechamento das fronteiras a estrangeiros em diversos países, reduziram drasticamente o fluxo de passageiros em todo o mundo.

Com isso, o Brasil registrou uma taxa de cancelamento de voos inédita: considerando os 16 maiores aeroportos do País, responsáveis por mais de 80% do fluxo de passageiros, as taxas de cancelamento de voos nacionais e internacionais saltaram de uma média diária de 4% nos primeiros dias de março para 88% até o final daquele mês. Já o número de voos confirmados diariamente recuou 91% – em relação à última semana de fevereiro.

Os quatro aeroportos que atendem diretamente às regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo – principais focos doença no Brasil – registraram taxas de cancelamento superiores a 80% no fim de março. Os aeroportos de Goiânia e Salvador, por sua vez, chegaram a zerar o tráfego aéreo em determinados dias do mês passado.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o setor de turismo é diretamente afetado pelas ações necessárias para prevenção ao coronavírus, como a impossibilidade de viagens, reservas e visitações. “Essa perda histórica acontece devido à elevada correlação positiva entre o fluxo de passageiros e a geração de receitas no turismo. As atividades econômicas que compõem os setores representados pela CNC dependem da circulação de mercadorias e consumidores e, por isso, são os que apresentam maior potencial de impacto negativo”, afirma.

O economista da CNC responsável pelo levantamento, Fabio Bentes, chama atenção para o impacto que a paralisação das atividades econômicas provocará sobre o ainda elevado nível de desemprego. “Historicamente, para cada queda de 10% no volume de receitas do turismo o nível de emprego no setor é impactado em 2%, ou seja, os prejuízos já sofridos pelo setor no mês passado têm potencial para reduzir o nível de ocupação em 295 mil postos formais em até três meses”, destaca Bentes, ressaltando que o setor de turismo vinha liderando o processo de recuperação econômica, antes da crise, e tinha tudo para voltar ao nível pré-recessão até o fim deste ano. “Este cenário, agora, está descartado.”

Alexandre Sampaio, diretor da CNC que é responsável pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da entidade, ressalta a importância de já se pensar no futuro. “Estamos mirando a recuperação e trabalhando em parceria com o Ministério do Turismo na elaboração de ações que visem orientar o setor com as melhores maneiras de agir quando tudo isso passar”, diz Sampaio.

PMS: sem previsão de crescimento

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de fevereiro de 2020, divulgada nesta quarta-feira (08/04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou o encolhimento de 1% no setor de serviços, em comparação com janeiro – a maior queda mensal para o mês desde 2016 (-1,1%), já descontados os efeitos sazonais. No caso específico das atividades turísticas, houve retração pelo segundo mês seguido (-0,3%). Entretanto, na comparação com o mesmo mês de 2019, o turismo registrou a maior taxa de crescimento anual (+6,7%) para meses de fevereiro dos últimos seis anos. Os dados desta PMS, entretanto, ainda não evidenciam a forte perda de atividade econômica verificada pelo setor a partir da intensificação da pandemia. Diante desse cenário, assim como têm feito com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), a CNC, não apresentará projeções com base na PMS, como faz normalmente.

Confira a análise completa da Divisão Econômica da CNC sobre as perdas no Turismo

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Pandemia deve fechar quase 200 mil empresas de pequeno porte neste ano no Brasil

Estudo da FecomércioSP ressalta que número é grave, considerando que, na recessão de 2015-2016, foram fechadas cerca de 100 mil empresas. Mesmo com a diferença positiva do auxílio emergencial no varejo, muitas empresas fecharam as portas durante a pandemia por causa da forte e abrupta queda nas vendas, ao passo que outras ainda enfrentam dificuldades para recompor o faturamento. Por isso, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP) calcula que mais de 202 mil empresas encerrem as atividades em 2020, das quais a maioria (197 mil) é de pequeno porte. O estudo da Entidade ainda prevê que quase 97% desse total de estabelecimentos não irão mais abrir as portas, pelo menos não com os atuais proprietários. Na projeção, segmentada por porte dos estabelecimentos varejistas, mostra que as empresas terão queda na receita de vendas de R$ 141 bilhões. Desse montante, a redução de R$ 48,8 bilhões na receita de vendas partirão das micros, pequenas e médias empresas (MPEs), aquelas com até 19 funcionários. Para a FecomércioSP, os números mostram um cenário grave, considerando que, na recessão de 2015-2016 – a maior crise, até então, vivida pelo varejo – foram fechadas cerca de 100 mil empresas no período de dois anos. Data: 13/08/2020 Fonte da matéria: https://n8qhg.app.goo.gl/UZFE #sinhoresprudente #sindicato #sindicalismo #afsys_sindical #informação #empresas #sejasocio #cnc
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Governo prorroga prazo de redução e suspensão de contrato de trabalho, mas medida não ajuda o empresário

Alerta é feito pelo Sehal: é necessário disponibilizar recurso financeiro para custeio da folha durante a Pandemia O governo prorrogou os prazos de suspensão ou redução de contratos de trabalho, mas a medida ainda não ajuda os donos de bares e restaurantes. De acordo com os advogados do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), Dra Denize Tonelotto e Dr João Manoel Pinto Neto, o principal ainda não foi anunciado: recurso financeiro para subsidiar os salários e encargos da folha enquanto o estabelecimento permanecer fechado. “Continuamos a receber de forma tardia socorros emergenciais e sem qualquer perspectiva de soluções para dar continuidade às atividades empresariais, especialmente pequenos negócios do setor de bares, restaurantes e similares no Grande ABC”, explicam os advogados. Através do Decreto nº 10.422, de 13 de julho de 2020, o presidente Jair Bolsonaro prorrogou os prazos para celebrar os acordos de redução de jornada e de salário e de suspensão temporária do contrato de trabalho. As concessões foram feitas de acordo com a MP 936 durante 60 dias, tempo que já terminou, mas agora pode ser estendido para computar o tempo máximo de 120 dias. “A MP 936 trouxe o custeio da folha pelo governo através da plataforma do empregador Web. Agora, a diferença é que o decreto não estabeleceu critérios claros para pagamento da folha, limitando-se a falar em previsão orçamentária. Em outras palavras, o governo está oferecendo a possibilidade de o funcionário ficar em casa enquanto o estabelecimento estiver fechado. Mas não oferece recurso financeiro para que isso ocorra”, enfatiza Dra. Denize Tonelotto. Conforme o atual decreto, os prazos de redução ou suspensão de contrato podem ser estendidos até 120 dias. “Se a empresa já utilizou 60 dias tem ainda mais 60 dias. No entanto, os benefícios para preservação de emprego e renda ficam condicionados à disponibilidade orçamentária, de acordo com o governo federal. Ou seja, se o empresário deixar o funcionário afastado ou com contrato parcialmente suspenso, não terá ainda como informar ao mesmo de onde proverá o recurso para seu pagamento, já que ele não tem receita com o estabelecimento fechado”, alertam os advogados. Os especialistas alertam que é necessário que o governo anuncie com urgência subsídios para custear o trabalhador durante o período em que estiver com contrato suspenso ou reduzido. Até lá, empresas e empregados continuam sem qualquer certeza de como proceder. Fonte da Matéria: Sehal Data: 14/07/2020 Link: https://sehal.com.br/governo-prorroga-prazo-de-reducao-e-suspensao-de-contrato-de-trabalho-mas-medida-nao-ajuda-o-empresario/
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Câmara aprova MP que facilita crédito a pequenas e médias empresas

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (9) a Medida Provisória 975/20, que cria um programa emergencial de crédito para pequenas e médias empresas. Os empréstimos concedidos contarão com até R$ 20 bilhões de garantia da União, complementando o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A MP será enviada ao Senado. De acordo com o projeto de lei de conversão do relator, deputado Efraim Filho (DEM-PB), as instituições financeiras participantes do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac-FGI), criado pela MP, poderão contar com garantia de 30% do valor total emprestado a empresas com receita bruta de R$ 360 mil a R$ 300 milhões em 2019. O texto cria ainda o Paec-Maquininhas, destinado a conceder empréstimos a microempresários. A garantia poderá ser para cada faixa de faturamento e por períodos, segundo disciplinar o estatuto do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), que receberá os recursos da União em até quatro parcelas de R$ 5 bilhões em 2020. O fundo é administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que receberá no máximo 1% dos recursos a título de remuneração. O empréstimo com essa garantia poderá ser contraído até 31 de dezembro de 2020, com carência para começar a pagar de 6 a 12 meses. O prazo para pagar será de 12 a 60 meses, com taxa de juros definida pelo regulamento do programa. Além das pequenas e médias empresas, poderão acessar a garantia do programa as associações, as fundações de direito privado e as sociedades cooperativas, exceto sociedades de crédito. Fonte: CNC Leia na integra: https://n8qhg.app.goo.gl/8cW8 Data: 10/07/2020 #sinhoresprudente #sindicato #afsys_sindical #informação #empresas #sejasocio #cnc
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Mercado Imobiliário já mostra recuperação em meio à pandemia

O Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi/DF) está otimista e já vislumbra a recuperação do mercado imobiliário mesmo em meio à pandemia. Com base nos dados divulgados pela Secretaria de Economia do Distrito Federal na arrecadação do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) que é o tributo pago pelo comprador de um imóvel para oficializar a negociação, nota-se que o resultado obtido nos cinco primeiros meses de 2020 tem variação positiva de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de apresentar um resultado positivo no período analisado, é possível perceber uma tendência de queda na arrecadação, no segundo bimestre de 2020, ainda mais quando comparada com os resultados dos anos anteriores. Porém, o mês de maio quebrou esta tendência, mas, ainda assim, indicou uma variação de -11,5% em relação à 2019. De acordo com o presidente do Secovi/DF, Ovídio Maia, a queda nas vendas ocorreu devido ao decreto de isolamento social, o lockdown que teve início em 17 de março, no Distrito Federal. “As pessoas vinham no seu ritmo normal de vida e, como tudo parou, o impacto também foi percebido pelo segmento, mas a redução não foi consistente”, ressaltou. Segundo Ovídio, o mercado imobiliário vê com otimismo essa pequena redução. “Não tivemos um choque brutal com a paralisação total da economia como em outros segmentos que foram mais atingidos. Pelo contrário, já observamos o movimento de pessoas procurando casas e apartamentos maiores para utilizarem com mais comodidade nessa nova realidade de home office. Isso sem falar da taxa de juros que está baixa e o incentivo ao crédito oferecido pelo governo. A hora é boa para quem quer comprar”, informou. Fonte: CNC Data: 03/07/2020 LInk: https://n8qhg.app.goo.gl/w4Z7 #sinhoresprudente #sindicato #sindicalismo #afsys_sindical #informação #empresas #sejasocio #cnc
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Tadros defende tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas

O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, disse hoje (22) que os micro e pequenos empresários, por suas características, precisam ter tratamento diferenciado dos governos federal, estaduais e municipais. Ele participou do programa Expressão Nacional, da TV Câmara, que debateu o tema Covid-19: Situação das Micro e Pequenas Empresas, com a participação do assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, e dos deputados federais Efraim Filho (DEM-PB) e Alexis Fonteyne (NOVO-SP). Tadros afirmou que “as micro e pequenas empresas precisam ser estimuladas, porque elas são fundamentais para a economia”. E esse estímulo, acrescentou, adquiriu um caráter de urgência. Além disso, no seu entender, deve levar em conta as diferenças regionais, econômicas e culturais, que são significativas em um país de dimensões continentais como é o Brasil. Para o dirigente, a pandemia gerada pelo novo coronavírus “apenas precipitou uma derrocada econômica que já vinha se delineando há alguns anos, desde a crise que o País viveu a partir do impasse que culminou com a queda da então presidente Dilma Rousseff”. As principais vítimas, enfatizou, como quase sempre, foram os pequenos negócios. Importância dos pequenos Ao falar da importância do segmento para a economia, lembrou que as micro e pequenas empresas são genuinamente nacionais e agregam a família dentro do seu núcleo corporativo. “Isso, por um lado, reduz significativamente a pressão no mercado de emprego.” Tadros elogiou a atuação do assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, “que, desde o seu tempo de ministro e de presidente executivo do Sebrae, vem trabalhando firmemente em defesa das micro e pequenas empresas”. Paralelamente, relatou que a CNC vem atuando para que os tributos e o crédito – particularmente o custo do dinheiro – para o micro e o pequeno empresário sejam vistos com olhar diferenciado em relação aos grandes negócios. “Diante da atual realidade, são pertinentes todas as medidas em favor desse segmento empresarial’, acentuou. Crédito Em resposta ao presidente da CNC, Afif Domingos declarou que o problema do crédito é estrutural, não de conjuntura. Segundo ele, há anos o sistema financeiro é altamente concentrado – pouco mais de 80% do mercado está nas mãos de três bancos privados e dois públicos. “Isso criou distorções: o sistema capta de todos, mas empresta só para alguns.” Reforçou que, apesar de as pequenas serem as que mais empregam, são as que têm menos acesso ao crédito. O sistema financeiro só trabalha com garantias reais. Esse problema estrutural explodiu durante a pandemia, e isso aconteceu porque as micro e pequenas empresas não têm reservas para enfrentar uma crise tão aguda, ou seja, ficaram sem margem de negociação. Ainda sobre o problema do crédito, José Roberto Tadros fez referência ao trabalho das cooperativas, “que têm cumprido o seu papel. Só que elas não têm recursos suficientes para anteder à demanda provocada por uma crise de proporções mundiais, como é o caso da pandemia da covid-19”. De acordo com o dirigente da CNC, as cooperativas representam hoje mais de 60% dos créditos concedidos às micro e pequenas empresas, sem as restrições impostas pelos grandes bancos. Na questão de tributos, também referida por Tadros, Afif disse que os impostos federais do Simples já foram diferidos para seis meses à frente, mas estados e municípios deram só três meses de prorrogação para pagamento. “O governo federal já solicitou a governadores e prefeitos que revejam essa decisão, ampliando o prazo para pagamento.” Refis Ao final de sua participação, José Roberto Tadros pediu a Afif Domingos a criação de um novo Refis, “absolutamente necessário para o soerguimento da economia, já que não se sabe quando a crise acabará. É válido olhar o futuro com a incerteza do presente”. O Refis é um programa que facilita a quitação de contribuições e débitos tributários por parte das empresas, administrado por órgãos como Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e INSS, além das Secretarias da Fazenda estaduais e municipais. “Estamos assistindo a alguns estados que fizeram um retorno ao trabalho seletivo, de forma verticalizada, houve um crescimento significativo, e estão revertendo esse processo. Em consequência disso, seria válido que nós considerássemos esse grau de incerteza, e o Refis seria bem visto e com prazo satisfatório para que as empresas possam se soerguer.” Fonte: Cnc Link: http://cnc.org.br/editorias/acoes-institucionais/noticias/tadros-defende-tratamento-diferenciado-para-micro-e Data: 22/06/2020
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Nosso objetivo é fazer do Brasil uma nação desenvolvida”

Tadros: “Nosso objetivo é fazer do Brasil uma nação desenvolvida” O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, disse que a entidade está empenhada em ser partícipe da mobilização nacional para amenizar os efeitos da crise gerada pela pandemia da covid-19, tanto na área econômica como em ações solidárias, por meio dos seus braços sociais Sesc e Senac. Em entrevista ao vivo nesta quarta-feira (17), na live CNC Responde, no Instagram, ele falou sobre as iniciativas diante do governo federal e do Congresso Nacional, em defesa das empresas. “Nosso objetivo é fazer do Brasil uma nação desenvolvida, e estamos perseguindo essa meta.” Tadros comentou a aprovação, na véspera, pela Câmara dos Deputados da Medida Provisória nº 932/2020, que reduz, em razão da pandemia do novo coronavírus, as contribuições devidas pelas empresas para as entidades do Sistema S. “Não houve derrotados nem vitoriosos na decisão.” A matéria será agora votada no Senado e “a expectativa continua positiva”. A alegação de que o corte dos recursos melhoraria o perfil das empresas que contribuem para o Sesc e Senac não é verdade, disse o dirigente, “pelo singelo motivo de que, no universo das empresas, cerca de 95% não contribuem para as Federações e para a Confederação porque são microempresas. Ainda assim se beneficiam dos serviços prestados pelas duas entidades, que são extensivos à população”. A MP original determinava um corte de 50% dessas contribuições nos meses de abril, maio e junho. Contudo, o projeto de lei de conversão aprovado, de autoria do deputado Hugo Leal (PSD-RJ), restringe o corte aos meses de abril e maio, mantendo as contribuições no valor cheio em junho. “Quem ganha é o povo e a classe trabalhadora, porque ambos continuarão sendo assistidos pelos braços sociais do Comércio. Foi, com certeza, uma demonstração de maturidade dos brasileiros representados na Câmara de que o Sistema S é absolutamente essencial para o Brasil.” Sesc e Senac têm grande importância para o Brasil, defendeu Tadros, que também preside os Conselhos Nacionais das duas instituições. “A própria história das duas entidades mostra isso, sempre focada nas necessidades mais prementes dos trabalhadores e das classes menos favorecidas, como educação fundamental, saúde e lazer. Muitos desses benefícios oferecidos em áreas nas quais o poder público não chegava. Já os cursos técnicos profissionalizantes permitiram a inserção do cidadão no mercado de trabalho”, detalhou. Economia Na entrevista, Tadros elogiou a atuação do ministro da Economia, Paulo Guedes: “tem feito o que pode. Tanto ele como eu não fomos felizes”, comparou, “pois assumimos nossas missões em momento ruim, e logo veio a pandemia do novo coronavírus. Mas estamos nos safando até aqui”. O grande coração de um país, afirmou, é a área econômica. “Imagino o contorcionismo que o ministro está fazendo para enfrentar a maior crise que o capitalismo viveu neste século, depois do advento da sociedade de consumo.” Segundo ele, ao contrário do que alguns possam pensar, não foi a gripe espanhola, entre 1910 e 1920, quando não havia sociedade de consumo, nem a Segunda Guerra Mundial, na metade do século, os grandes desafios enfrentados pela economia mundial. “Hoje com a crise da covid-19, as economias das grandes nações foram profundamente afetadas”, disse, lembrando que, no caso do Brasil, o País ainda estava saindo de uma recessão. “Tínhamos chegado ao atual governo bem melhor após a administração Temer, e o Guedes entrou com todo o gás para soerguer a economia, mas a pandemia atrapalhou.” Pequenas empresas Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Nacional, José Roberto Tadros fez firme defesa de ações governamentais em favor das microempresas, especialmente na área creditícia, “porque elas foram duramente afetadas”. Ele se queixou que o dinheiro liberado pelo governo está retido nos bancos privados, que impõem restrições as quais, ao contrário do objetivo de ajudar, afastam o empresário. “É preciso celeridade para resolver isso, agilizar a burocracia. Como empresário, conheço a fundo a necessidade de crédito, hoje absolutamente fundamental para quem negocia, tanto para honrar a folha salarial como para capital de giro. O problema é que se repete a velha máxima de que os bancos só emprestam para quem já tem ou não precisa.” Setores mais atingidos De todos os setores atingidos pelos efeitos da crise do novo coronavírus, o mais afetado foi o terciário, observa o dirigente. “A agricultura está crescendo; a indústria nem tanto, mas tem um respirador que é a exportação. Já os comerciantes, em grande parte, ficaram sem vender. E material ou produto que fica na prateleira defasa ou estraga”, declarou. Dos segmentos que estão sob o guarda-chuva da CNC, o que mais está sofrendo, segundo Tadros, é o Turismo: hotéis, bares e restaurantes foram obrigados a dispensar até agora 750 mil trabalhadores. “É uma situação dramática. Podemos, infelizmente, chegar a uma situação ainda pior: perder 1 milhão de postos de trabalho. É um número impressionante de chefes de família desempregados.” Como presidente da Confederação, Tadros fez um apelo ao governo: que, paralelamente ao suporte que está planejando para as companhias aéreas, que também passam momento delicado, o governo tenha um olhar sensível para a situação de bares, restaurantes e hotéis. Alertou para que, não bastasse o quase desaparecimento de hóspedes, com os hotéis semifechados, as despesas, como contas de luz, continuam chegando. “Se praticamente não há movimento, esses estabelecimentos deveriam ter esse tipo de cobrança renegociado.” Fonte: CNC Link: http://cnc.org.br/editorias/acoes-institucionais/noticias/tadros-nosso-objetivo-e-fazer-do-brasil-uma-nacao Data da matéria: 18/06/2020
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